Propostas
6 de janeiro de 2011 às 22:36:37


ESPORTE

Copa do Mundo de 2014 no Brasil? Por que não? Olimpíada de 2016 no Rio? Por que não? A exemplar organização do Pan-Rio 2007 mostrou a capacidade brasileira para sediar grandes eventos esportivos internacionais.

A grande cobertura jornalística e a emulação nacional representam propaganda turística de valor inestimável, atraindo visitantes e criando empregos. Os preparativos também provocam grandes investimentos públicos e privados, revitalizam os serviços locais e deixam como herança, onde acontecem, obras públicas definitivas.

Soma-se o útil (vantagens econômicas mais a atração de jovens que antes estavam expostos à violência urbana e que descobrem o atletismo) ao agradável: a alegria de torcer e comemorar. Brasillllllllll -il- il-il (imitando eco, como gritam gol os folclóricos locutores esportivos do rádio e da TV) anima o País de norte a sul com uma alegria singela e positiva.

Os DEMOCRATAS pensam tudo isso e visam o objetivo maior: incentivar as práticas esportivas, não apenas competitivas, mas como fatores de saúde e lazer. Esporte entrou na agenda política pela porta da frente: as grandes competições — e seus efeitos econômicos — passaram a ser disputadas pelas nações como forma para atrair turistas, estimular negócios e criar empregos. Até no Brasil — onde o futebol é a maior das paixões populares — o esporte passou a desafiar a capacidade de iniciativa dos governos. A questão está na forma de abordá-lo, pois o povo não perdoa político que tente se aproveitar de sucessos e festas esportivas para se promover. Como demonstraram as seis estrepitosas vaias que Lula recebeu no Maracanã na abertura do Pan 2007. A reação é lógica. Como as torcidas misturam homens e mulheres de todos os partidos e ideologias — e as conquistas esportivas são por isso mesmo coletivas — não é justo que candidatos procurem receber votos em função de títulos e vitórias de equipes e atletas. Esquecem que todas as torcidas se fundem para torcer pela Seleção.

A irritação popular com políticos oportunistas começou em 1958, quando a surpreendente conquista da Copa do Mundo criou um clima de euforia nacional que só aumentou, a cada quatro anos, até a conquista do pentacampeonato. São 50 anos de experiência com políticos bicões e oportunistas que tentaram politizar o esporte brasileiro.

Eis uma bela lição da evolução democrática do Brasil. O povo não admite que políticos tentem se apropriar de vitórias que não conquistaram.

Já a questão da difusão dos esportes, a construção e implantação de estádios e instalações, os esforços para sediar no Brasil grandes campeonatos, são outra coisa. Exige competência administrativa, capacidade de organização, negociar financiamentos e articular numerosos fatores de que dependem o êxito desses eventos. Trata-se de serviços públicos, que não dão direito a dividir espaços e aplausos com atletas campeões, mas que pesam na avaliação dos eleitores. O esporte não pode faltar na plataforma de um partido verdadeiramente popular.

O que propõem o DEMOCRATAS:

1. O Brasil deve elaborar anualmente um plano prioritário de captação de eventos esportivos internacionais, comprometendo-se com os projetos que representem, além de maior visibilidade, melhores condições para o desenvolvimento interno das modalidades esportivas em disputa.

2. Tendo em vista que as disputas esportivas — copas de futebol e outros campeonatos mundiais, olimpíadas e jogos continentais — são definidos com grande antecedência e sua preparação exige planejamento e obras, que seja elaborado um Calendário Plurianual de Grandes Eventos Esportivos para orientar os diversos orçamentos públicos.

3. A organização dos eventos deve caber a organizações privadas, nacionais e internacionais, que receberão suporte nas obras e serviços públicos e apoio para obtenção de recursos advindos do disputado interesse mundial pelas imagens desses acontecimentos.

4. Implantação de centros olímpicos comunitários para difusão das várias modalidades esportivas e descoberta de atletas que revelem aptidões para disputas em competições e que por isso devem ser assistidos e estimulados.

5. Os programas de práticas esportivas nas redes públicas de ensino terão prioridade nas promoções ligadas aos mega eventos que receberem apoio governamental.

6. O esporte a serviço da saúde é prioridade absoluta e deve ser acessível a todos, gratuitamente.

7. Estender às pessoas portadoras de deficiência as mesmas oportunidades e opções esportivas apoiando igualmente os mais dotados para participação em competições como os jogos para-olímpicos.

8. Implantar nacionalmente – através das prefeituras — o programa de Vilas Olímpicas integradas às comunidades e atendendo às escolas do bairro e adjacências. (Um projeto no sentido da educação integral: um horário na sala de aula, outro fazendo esporte).



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