Fonte: Agência Liderança
As apurações da CPMI do Cachoeira e a força da opinião pública tornam indispensável a vinda de Luiz Antônio Pagot , ex-diretor do DNIT, à comissão, na visão do deputado Onyx Lorenzoni (Democratas-RS). “Pagot já manifestou publicamente várias vezes que tem muito a falar. Ele tem informações valiosas para que a gente corra atrás desse verdadeiro ralo de dinheiro público”, argumentou Lorenzoni. Na reunião da última quinta-feira (14) da CPMI, com maioria governista, foi aprovado o sobrestamento da votação da vinda do ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), bem como a convocação do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish.
“Não podemos esquecer que a operação Mão Dupla da Polícia Federal analisou fatos no DNIT que mostram servidores corrompidos”, lembrou o deputado que pediu hoje o compartilhamento dos dados da operação deflagrada em 2010 à CPMI. “Temos que colocar na cadeia quem corrompeu, além dos corruptos. Até agora, via de regra, a CPMI apontou para os corruptos. Está na hora de irmos atrás dos corruptores”, defendeu Lorenzoni. O resultado da operação Mão Dupla foi uma das bases para a Controladoria-Geral da União (CGU) declarar a inidoneidade da empresa Delta para participar de novas licitações no serviço público.
Onyx Lorenzoni também sugere que, caso Pagot não seja convocado, o ex-diretor do DNIT seja ouvido por um grupo de parlamentares. A proposta já tem adesão de alguns membros da comissão.
Na opinião do parlamentar, a chegada das informações da quebra de sigilo da Delta será o primeiro passo para a CPMI ir além das investigações da Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo. “Há suspeita de compra de servidores públicos, de corrupção ativa e passiva, de prevaricação. É por aí que vamos começar a desbaratar os corruptores”, analisa o parlamentar que considera fundamental seguir a rota das movimentações financeiras da maior empreiteira das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).







