Fonte: Assessoria de imprensa
A expectativa do Democratas e do povo brasileiro é de que a impunidade seja definitivamente sepultada com o julgamento isento do mensalão, disse o presidente nacional da legenda, senador José Agripino (RN). Desde a semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) julga o maior escândalo do governo Luiz Inácio Lula da Silva de compra de votos para que parlamentares votassem a favor dos projetos do Executivo. O esquema veio à tona em 2005 e o julgamento deve durar um mês.
“Se tem uma coisa que causa indignação no brasileiro é a impunidade por um crime confessado. O presidente Lula pediu desculpas ao povo pelo mensalão e depois veio dizer que tudo era uma farsa. Qual é a verdade? O STF tem evidências claríssimas de que os fatos existem, que têm de ser julgados e os culpados, condenados”, frisou o senador que também é líder do Democratas no Senado.
A ação do mensalão conta com 50 mil páginas, 38 réus e 600 testemunhas. Ao todo, acredita-se que o julgamento consumirá cerca de 90 horas em mais de 15 sessões do plenário. Os réus do processo, entre eles os petistas José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, respondem pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, evasão de divisas, formação de quadrilha, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e peculato. A pena mínima é de um ano de prisão para formação de quadrilha e a máxima de 12 anos para peculato, gestão fraudulenta e corrupção ativa e passiva.
Para Agripino, o Supremo nunca se debruçou sobre um processo tão grande e ardiloso como o do mensalão. “É uma votação histórica e tenho muita confiança de que o STF valorizará, em primeiro plano, as nossas instituições”, ressaltou. “A sociedade brasileira está atenta à votação. Acredito que milhões de brasileiros esperam um julgamento rigoroso a fim de que se estabeleça uma marca histórica contra a impunidade e a corrupção no Brasil”, acrescentou Agripino.
De acordo com o líder, não há dúvidas de que o mensalão existiu e regou os cofres do PT com mais de R$ 100 milhões. “O julgamento que o STF está fazendo, já tendo ouvido o procurador geral da República e agora ouve as defesas dos réus, é de passar a limpo a página negra da impunidade”, afirmou.
Início da crise
A crise começou com uma entrevista em junho de 2005 em que Roberto Jefferson, à época deputado federal, disse para o jornal Folha de S.Paulo que o mensalão existia e envolvia o PT, PL (que hoje se fundiu com o Prona e virou PR), PTB e outros. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi a público negar que pagava a mesada e ofereceu abrir seu sigilo fiscal, bem como o sigilo bancário de suas contas pessoais.
Em 2006, a Procuradoria Geral da República apresentou ao STF denúncia contra 40 pessoas supostamente envolvidas com a compra e venda de votos que favorecessem o governo e no ano seguinte o STF converteu o processo em ação penal e os acusados passaram a responder como réus.







