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3 de agosto de 2012 às 13:13:11


Mensalão: STF nunca se debruçou em um processo tão ardiloso

Fonte: Assessoria de imprensa

Supremo Tribunal Federal (STF) nunca se debruçou em um processo tão grande e ardiloso como o do mensalão, acredita o presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN). Nesta quinta-feira (2), a corte começou a julgar – sete anos depois do estouro – o maior escândalo do governo Luiz Inácio Lula da Silva de compra de voto para que parlamentares votassem a favor dos projetos do Executivo.

“Nunca o Supremo se debruçou com um processo tão grande e ardiloso. É uma votação histórica e eu tenho muita confiança de que o STF valorizará, em primeiro plano, as nossas instituições”, disse o senador, que também é líder do Democratas no Senado. “A sociedade brasileira está atenta à votação. Acredito que milhões de brasileiros esperam um julgamento rigoroso a fim de que se estabeleça uma marca histórica contra a impunidade e a corrupção  o Brasil”, acrescentou Agripino.

A ação tem 50 mil páginas, 38 réus e 600 testemunhas. Ao todo, acredita-se que o julgamento consumirá cerca de 90 horas em mais de 15 sessões do plenário. Os réus do processo, entre eles os petistas José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, respondem aos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, evasão de divisão, formação de quadrilha, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e peculato. A pena mínima é de um ano de prisão para formação de quadrilha e a máxima de 12 anos para peculato, gestão fraudulenta e corrupção ativa e passiva.

Para José Agripino, não há dúvidas de que o mensalão existiu e regou os cofres do PT com mais de R$ 100 milhões. Até mesmo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em memorial enviado recentemente aos ministros do STF, nomeou o mensalão como “o mais atrevido” e escandaloso esquema de corrupção flagrado no Brasil. Nas palavras de Gurgel, “sob o firme comando de José Dirceu”, a quadrilha se especializou em desviar dinheiro público e comprar apoio político, com o objetivo claro de unir forças para garantir a perpetuação do projeto de poder do PT.

Início da crise

A crise começou com uma entrevista em junho de 2005 em que Roberto Jefferson, à época deputado federal, disse para o jornal Folha de S.Paulo que o mensalão existia e envolvia o PT, PL (que hoje se fundiu com o Prona e virou PR), PTB e outros . O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi a público negar que pagava a mesada e ofereceu abrir seu sigilo fiscal, bem como o sigilo bancário de suas contas pessoais.

Em 2006, a Procuradoria Geral da República apresentou ao STF denúncia contra 40 pessoas supostamente envolvidas com a compra e venda de votos que favorecessem o governo e no ano seguinte o STF converteu o processo em ação penal e os acusados passaram a responder como réus.



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