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Moralidade: agenda da sociedade

Deputado Paulo Bornhausen (SC)*

Na verdade, a força das novas idéias que os Democratas trazem para o país está no fato do partido se pautar pela agenda da sociedade. A nossa luta contra a injustiça do sistema tributário brasileiro é um dos itens mais relevantes do ideário dos Democratas, mas não é o único, por não ser este o único item da agenda do brasileiro.

Ao baixar a Resolução que proíbe a candidatura de políticos com pendências graves na Justiça, os Democratas falam diretamente com o forte anseio da população pela moralidade e pela legalidade.

O Brasil não precisa de leis que obriguem serem cumpridas outras leis. Esse o exemplo que os Democratas dão a toda a classe política nacional, com sua medida saneadora.

Aliás, o nosso partido, é sempre bom lembrar, foi fundado com a marca da luta pela moralização da política. Os Democratas foram brindados, no dia da convenção de fundação, em fevereiro de 2007, com a instituição, pelo TSE – e logo confirmada pelo STF -, da fidelidade partidária. Postulado fundamental para a construção de partidos políticos programáticos e com responsabilidade perante seus militantes, simpatizantes, e a Nação.

A história da civilização mundial mostra que as grandes reformas alcançaram êxito não pela força dos discursos dos líderes, mas pela identificação com o desejo da sociedade. O novo que os Democratas apresentam é sermos consentâneos com a nova maioria que o povo brasileiro não cansa de dar sinais que quer ver construída - livre dos grilhões de ideologias sectárias e corporativistas.

O país assiste movimento nesse sentido de grandes entidades antes representativas de seus próprios interesses e, agora, conscientes de que há um grande interesse maior, que é o dos cidadãos, estes pertencentes à grande corporação a ser defendia, a Nação brasileira. FIESP, CNDL, FIESC, agora a Associação dos Magistrados do Brasil. A OAB, praticamente precursora nesse campo. Associações comerciais em todo o país.

Os Democratas trazem, em contra ponto ao passado, talvez a semente para que a corporação dos políticos, a mais abrangente delas, possa adquirir essa consciência global de seu dever.

Como faz questão de marcar sempre, para todos nós do partido, o líder José Carlos Aleluia, da Bahia, essa convicção dos Democratas tem um preço. Acolhemos o seu ensinamento, porque sabemos que também haverá uma recompensa, que virá com o reconhecimento público, como o do o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, bravo e não mais solitário defensor da responsabilidade pública: "Não posso deixar de saudar a iniciativa dos Democratas, mais afinada com os postulados da ética e moralidade públicas."

O presidente nacional dos Democratas, deputado fluminense Rodrigo Maia, dá a todos nós o norte, quando afirma que "não temos compromisso com os erros do passado, venham eles de onde e de quem vierem".

O passado para nós, acrescento, é alerta quanto ao que não deve se repetir. E lição de como transformar seus acertos em força complementar para as novas idéias.

*Deputado federal, vice-presidente e vice-líder dos Democratas.

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