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Aeroporto do Rio Grande do Norte

Deputado Felipe Maia (RN)

A revista Veja desta semana traz uma matéria intitulada “um ano depois do desastre, ainda falta muito para que o País resolva os problemas que levaram o caos aos aeroportos brasileiros”.

A matéria refere-se ao acidente que ocorreu há um ano atrás, mostra as diversas providências que a Infraero e o governo federal deveriam tomar para que os passageiros pudessem viajar com segurança e também a situação dos aeroportos em toda parte do Brasil.

A matéria faz referência aos três principais aeroportos do Brasil que são responsáveis por 40% dos embarques e desembarques. Por exemplo, atualmente, o Aeroporto Internacional de Brasília, cidade onde trabalhamos, tem capacidade de receber 7,4 milhões de pessoas por ano, mas no ano passado desembarcaram 11 milhões de pessoas. O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tem capacidade de embarcar e desembarcar 16,5 milhões de pessoas por ano, mas este ano já desembarcaram mais de 10 milhões de pessoas. No ano passado, foram mais de 18 milhões de pessoas.

Pegando esse “gancho” da situação caótica dos aeroportos no nosso país — eu trouxe apenas dois exemplos, o Aeroporto Internacional de Brasília e o Aeroporto de Congonhas —, quero me referir ao aeroporto da minha cidade, no Estado do Rio Grande do Norte. Refiro-me ao Aeroporto Internacional Augusto Severo, que ao ser entregue aos cidadãos daquela terra já estava defasado. Ele já foi reformado. O aeroporto foi previsto para receber e embarcar aproximadamente 1,5 milhão de pessoas. Para se ter uma idéia, no ano passado, 1 milhão e 578 mil pessoas desembarcaram naquele aeroporto.

Neste ano de 2008, até o mês de maio, já foram mais de 728 mil passageiros.

Se nós fizermos uma análise, tomando como referência o ano de 2007, teremos mais de 1,8 milhão de turistas desembarcando no aeroporto de Natal, que tem capacidade para acomodar 1,5 milhão de pessoas.

Num Estado que tem como uma das principais fontes de geração de emprego e renda, o turismo, o que acontece? Acontece o caos, acontece o mau trato aos turistas que vão nos visitar. Acontece que o cartão postal, as portas de entrada, o cartão de visita fica feio. Nós ficamos mal na foto, como se diz no popular.

E qual é a conseqüência disso? Apenas uma imagem desgastada por parte do governo? Não. Infelizmente, não.

Para se ter uma idéia, o Estado do Rio Grande do Norte, no ano de 2005, recebia 21 vôos internacionais. Eram seis vôos regulares e 15 vôos charters. Neste ano de 2008, nós passamos de 21 vôos internacionais para oito vôos internacionais. Atualmente temos cinco vôos regulares e três vôos charters.

Na semana passada, chegou-me a notícia de que a TAP, empresa portuguesa que transporta regularmente portugueses para a nossa terra, que hoje opera com cinco vôos regulares, vai operar com quatro vôos.

Se antes eram 28 vôos charters e hoje são oito que chegam na nossa cidade e que até setembro serão sete — espero que continue em sete —, imagine o número de turistas que vão deixar de desembarcar no Rio Grande do Norte; o volume financeiro que deixará de ser gasto no meu Estado; o número de quartos de hotel que não serão ocupados; o número de bugueiros que não poderão fazer os passeios para as dunas; o número de taxistas que não vão levar os hóspedes para passear na cidade de Natal e em todo o Estado do Rio Grande do Norte; o número de restaurantes que não servirão refeições para os turistas. Imagine o prejuízo que o meu estado está tendo com essa queda de vôos charters. E não é para menos. O aeroporto está defasado, não comporta o número de passageiros que lá desembarcam.

Vou um pouco mais a fundo na minha análise. Existe uma escada rolante no Aeroporto Internacional Augusto Severo que está quebrada há dois meses. Os turistas não têm escada para subir para o embarque. O ar-condicionado foi consertado, mas passou seis meses para ser arrumado. Imagine, no verão nordestino, o que os turistas sofreram com o calor! Imagine os deputados e senadores que vêm de paletó, o quanto de calor sentiram! Estou falando dos deputados, mas o que me importa são os turistas. Como nós estamos tratando mal o turista que nos visita!

No momento em que repercute uma matéria da revista Veja, mostrando a falta de providências, por parte da Infraero, para que acidentes, como o que aconteceu com o avião da TAM em São Paulo, não aconteçam, e que alerta para a questão da estrutura física dos aeroportos. Quero fazer uma reivindicação ao governo federal, por meio da Infraero, para que tenha preocupação e que veja com bons olhos a estrutura física do aeroporto do meu estado. Estendo essa reivindicação para todos os aeroportos do Brasil, principalmente do Rio Grande do Norte. Apelo ao governo do estado no sentido de que se preocupe com um dos setores que mais gera emprego e renda daquela terra, que é o turismo, e que não deixe reduzir o número de vôos internacionais. Se continuar dessa forma cairá ainda mais o número de vôos que recebemos naquele estado.

Deixo um apelo à Infraero e ao governo do estado no sentido de que invistam num setor que gera muito emprego e renda não só no Rio Grande do Norte, mas também em todo o País.

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