Deputado Alceni Guerra – PR
Na década de 70, um argelino chamado Pierre Laffite, cidadão francês, concentrou seus esforços no sul da França, a região mais pobre do país, para organizar um centro industrial aos moldes do que havia no Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos. E foi tão bem sucedido que o sul da França se tornou a região mais próspera de toda a Europa.
E o exemplo frutificou, no mundo inteiro, o que nós chamamos de parques tecnológicos. São 65 no Brasil.
Na votação do Fundo Soberano, apresentei emenda destinando 10% dos rendimentos do fundo aos parques tecnológicos brasileiros.
O ministro Guido Mantega avisou à liderança do governo que não queria a vinculação de recursos. Aceitamos as ponderações. Por sugestão do deputado Miro Teixeira, apresentamos uma indicação à Mesa da Câmara que foi aceita pelo presidente Arlindo Chinaglia. E fomos conversar com o ministro Sergio Rezende a respeito da destinação de recursos para os parques tecnológicos.
Acho que avançamos um pouco. O ministro disse-nos que dez parques tecnológicos receberão recursos a fundo não perdido, mas a juro zero, para o investimento em atividades produtivas.
Disse ao ministro que nossos vizinhos, os argentinos, têm juros negativos, assim como os têm os japoneses, os chineses e os indianos. Competir no mercado internacional com capital subsidiado não é fácil, mesmo para quem tem parques tecnológicos em pleno desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Temos mão-de-obra altamente qualificada, laboratórios de excelente qualidade, mas um capital caríssimo do BNDES, que não nos torna competitivos no mercado internacional.
Fico na torcida para que realmente consiga solucionar esse imbróglio em que se meteram os parques tecnológicos do Brasil, que é a única esperança de muitas regiões distantes do País que têm ótimas universidades, excelentes laboratórios que precisam ser competitivos no mercado mundial.
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