Fonte: com O Globo
Carla Rocha
Só falta, agora, o prefeito Gilberto Kassab, dos Democratas, acabar com a chateação causada pelos lavadores de vidro que atacam os motoristas com detergente nos sinais de trânsito. O resto está praticamente resolvido em São Paulo. Pelo menos em termos daquele assédio típico - tanto lá quanto cá - que acontece nos sinais. Em outubro, foi proibida a distribuição de panfletos, a maioria deles sobre lançamentos imobiliários ou anúncios de venda de carro. Quem descumprir a ordem pode ser multado em R$ 5 mil. A novidade, mal começou, e já foi aprovada. Foi mais um passo do bem-sucedido programa "Cidade Limpa", considerado um dos principais motivos da boa popularidade do alcaide.
É fato. Pesquisa feita pelo Datafolha em agosto mostra que 27% dos moradores de São Paulo, que julgam o governo de Kassab bom ou ótimo, citam o programa como o principal motivo para a avaliação positiva. Foi um gol de placa - melhor com trocadilho, sem placa.
O programa "Cidade Limpa" de São Paulo foi regulamentado em dezembro de 2006. Depois de uma briga com empresas de propaganda que foi parar na Justiça, a prefeitura conseguiu limpar a paisagem. As grandes redes de lanchonete, por exemplo, tiveram que optar entre o totem (aquela placa que fica numa haste em frente à loja) ou o outdoor. Os dois, nem pensar.
Hoje, é possível circular e "entender" melhor a cidade, sem tanta poluição visual.
Só para se ter uma idéia, para imóveis menores, com testada (linha divisória entre o imóvel e a via pública) de até dez metros, o outdoor não pode ter mais de um metro e meio quadrado. As construções maiores, com extensões superiores a 100 metros, podem ter duas placas de até dez metros quadrados, mas deve-se respeitar um espaço de 40 metros entre elas. Nenhuma propaganda pode ficar muito alta, ou seja, a parte mais baixa do cartaz ou outdoor está limitada a cinco metros de altura. Com exceção de quem conseguiu uma liminar na Justiça - e são poucos -, quem não seguir à risca o que está escrito corre o risco de ter que pagar multa a partir de R$ 10 mil.
Mais ou menos o que o Rio pretende fazer, se for aprovado o projeto apresentado em setembro pelo vereador Paulo Cerri (Democratas), aliás, partido tanto de Kassab quanto de Cesar Maia.
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