Fonte: Agência Senado - Foto: Geraldo Magela

O senador José Agripino (Democratas-RN) alertou para a gravidade da crise financeira mundial, classificando-a como "sem precedentes" e afirmando que seus reflexos já se fazem sentir no Brasil. Ele disse que, por enquanto, caíram as vendas de automóveis e eletrodomésticos, enquanto os fabricantes dão férias coletivas, mas avisou que daqui a pouco vai se esboçar a crise real, com desemprego no campo, diminuição da área plantada e perda do padrão tecnológico da agricultura, que é o carro-chefe da economia brasileira, entre outros problemas.
Diante disso, o senador salientou, em discurso nesta segunda-feira, a importância de os países emergentes do G-20, como Índia, China e Argentina, articularem-se, tendo o Brasil como carro-chefe, para encontrar uma solução adequada ao enfrentamento da crise.
Agripino mencionou a importância de articulação com o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e com os dirigentes do grupo na Europa, no Canadá e no Japão, os oito mais ricos do mundo, mas frisou a importância do entendimento entre os outros 15 emergentes.
- Essa é a tarefa fundamental do governo do Brasil, que está enfrentando uma crise monumental e que ainda não esboçou a menor reação naquilo que lhe compete - disse o senador.
Agripino criticou o governo pelo excesso de gastos públicos e lamentou que até agora não se tenha visto "uma única atitude" do governo limitando gastos.
- Joga-se a conta toda para a iniciativa privada. E a atividade pública, não tem uma contribuição a dar? – perguntou o senador, dizendo que é preciso começar a exigir do governo poupar naquilo que lhe compete; não em investimento, mas no gasto que pode ser evitado.
O senador, que é líder dos Democratas, disse que esse é o debate no qual seu partido se dispõe a participar "com espírito público, com patriotismo e com visão de futuro".
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