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Risco de calote na mira do Senado


Fonte: com O Globo - Foto: Agência Senado

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, senador Heráclito Fortes (Democratas-PI), anunciou ontem que pretende convocar uma reunião extraordinária, amanhã, para avaliar a decisão dos governos de Venezuela, Bolívia e Paraguai de realizar auditorias em suas dívidas externas.

A preocupação maior do senador é com o risco de esses países seguirem o exemplo do Equador, que, após promover uma auditoria nos contratos com o Brasil, decidiu suspender o pagamento de US$ 462 milhões ao BNDES, segundo revelou reportagem publicada ontem no GLOBO. Heráclito admitiu ser necessário fazer "pressão" para que as providências sejam tomadas pelo governo brasileiro e o país não saia no prejuízo. Ele estuda, por exemplo, a possibilidade de apresentar uma proposta para que os empréstimos externos passem a ser aprovados pelo Congresso.

- Eu acho que isso pode ser uma grande lição para o Brasil. O BNDES é um banco que visa ao lucro e precisamos ter mais cuidado com os empréstimos. No caso de empréstimos de estados e municípios, o Senado precisa aprovar. Por que não num caso desses? – questionou Heráclito.

Na sua opinião, a liberação da auditora da Receita Federal Maria Lúcia Fatorelli para trabalhar no Equador também é um assunto que precisa ser melhor esclarecido. Em 2007, Maria Lúcia foi nomeada pelo presidente do Equador, Rafael Correa, como presidente da comissão da dívida externa do país. O governo brasileiro autorizou a cessão, com salários pagos pelos cofres públicos por quatro meses e meio.

- Para mim é uma parte pouco clara. Ninguém tinha conhecimento disso, precisa ver as circunstância e ver como isso foi feito – acrescentou o senador democrata.

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