Caiado: “Não há como resgatar credibilidade política sem ouvir população”

15 de Março de 2017

O líder do Democratas no Senado Federal afirmou em coletiva no Congresso, nesta quarta-feira (15/03), que a crise de credibilidade que sofre a política brasileira exige que a população seja ouvida.

WhatsApp-Image-2017-03-15-at-12.12.02-727x409O líder do Democratas no Senado Federal afirmou em coletiva no Congresso, nesta quarta-feira (15/03), que a crise de credibilidade que sofre a política brasileira exige que a população seja ouvida.

Caiado falou sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato e defendeu que a classe política não pode ficar paralisada. Seria preciso discutir um novo processo político eleitoral com regras claras e ouvindo a população.

“É um momento delicado porque não temos referência de democracia do mundo que tenha passado por isso. Temos que entender que a necessidade neste momento é de resgatar a credibilidade. Como resgatar credibilidade sem ouvir a população? Sem ter regras claras de financiamento de uma campanha eleitoral? Sem modernizar os partidos políticos?”, questionou Caiado.

Além de defender que a saída para a crise política passe por um novo processo eleitoral, o democrata também tratou de uma maior participação popular através de uma reforma política.

“É momento de transferirmos a responsabilidade para os eleitores. Esta é a cultura que temos que impregnar no país. A participação do cidadão no processo eleitoral e também no financiamento das campanhas. Não adianta só votar e não se sentir representado. O cidadão precisa entender que ele pode participar do processo eleitoral, inclusive decidindo sobre a transferência de recursos de um fundo eleitoral”, sugeriu.

Transparência
“Precisamos de regras claras em relação ao financiamento. A reforma política não é uma ‘saída’. É a sobrevivência do processo político-eleitoral. Todas as crises do Brasil vieram de financiamento de campanha. É preciso coragem para mudar, mas nada que amanhã possa parecer à sociedade como manobra para buscar qualquer tipo de anistia”.

Aversão à Política
“Não há democracia no mundo sem políticos. Essa tese de generalizar a crítica e dizer que todos são descredenciados não é o caminho. O que tem que ser feito é a boa política. Política com espírito público. Tenho orgulho enorme de ser político e sou capaz de andar pelas ruas, jantar com minha família, andar em aeroporto, tudo sem problema algum. Tenho a consciência tranquila de que estou cumprindo minha função como parlamentar””

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