Para Rodrigo Pacheco, única solução para crise de Minas é união do estado, municípios e Congresso

07 de Março de 2019

“O nosso inimigo é a depressão, é a crise e a falência iminente do estado de Minas Gerais, que está à beira de concretizar um colapso financeiro, um colapso fiscal e um colapso social”, alertou.

Em pronunciamento na tribuna do Senado na semana passada, o líder do Democratas, Rodrigo Pacheco (MG), fez uma defesa enfática sobre a necessidade de união de Minas Gerais – governo do estado, parlamentares, prefeitos, – para enfrentar a grave crise econômica pela qual o estado passa. Pacheco mencionou um déficit público anual de cerca de R$ 10 bilhões e uma dívida com a União de R$ 102 bilhões, além da recente tragédia de Brumadinho que tem provocado uma discussão sobre o futuro da mineração, atividade muito importante no estado.

“A solução é uma só, a solução é a união do Estado de Minas Gerais, do governador Romeu Zema, dos seus secretários, da bancada dos 53 deputados federais, de nós, os três Senadores, o senador Antônio Anastasia (PSDB) e o senador Carlos Viana (PSD), de nos unirmos dentro de um propósito comum, porque o nosso inimigo é outro. O nosso inimigo é a depressão, é a crise e a falência iminente do estado de Minas Gerais, que está à beira de concretizar um colapso financeiro, um colapso fiscal e um colapso social. E essa união, eu não medirei esforços para poder concretizá-la”, pontuou o parlamentar.

Na opinião do líder do Democratas, o resultado dessa união só ocorrerá a partir de um novo pacto federativo. “A união das forças políticas, a união de todos os mineiros –, não será suficiente se não houver no Brasil uma nova estruturação do pacto federativo. E aí devemos reconhecer que o pacto federativo será a solução para os estados e a solução para os municípios não só de Minas Gerais, mas de todo o Brasil”, explicou.

Para o senador mineiro, existe um avanço na discussão do novo pacto federativo e junto com a reforma da Previdência será possível resgatar as finanças de estados e municípios.
“O que me anima é que, se o ponto de resistência para a rediscussão do pacto federativo, que significa mais receita para municípios e para Estados, era da União, já se revela menos resistência ao tema por parte da União, do ministro (da Economia) Paulo Guedes, que norteia nossa economia hoje. Então, juntamente com a reforma da Previdência que toca nesse momento a Câmara dos Deputados e a reforma do pacto federativo, que eventualmente tocará o Senado, nós podemos ter um otimismo em relação à recuperação das finanças dos Estados e dos Municípios, de uma vez por todas”, disse.

Barragens e Brumadinho

Rodrigo Pacheco fez questão de mencionar em seu pronunciamento o PL 550/2019 aprovado hoje pelas Comissões de Constituição e Justiça e de Meio Ambiente que tornam mais rigorosas as regras para gestão de barragens. O texto seguirá agora para apreciação pela Câmara dos Deputados.

“Esse projeto de lei hoje traz institutos que são institutos de prevenção em relação ao uso de barragens nas minerações Brasil afora, mas também de previsões de reparação para que a preocupação do Prefeito Neném da Asa (Brumadinho) do que seja o futuro do seu município não precise existir, a dúvida de que a obrigação é da empresa, de que a obrigação é da União, de que a obrigação é do governo do Estado de atender Brumadinho quase que perenemente”, falou ao contar sua visita com o senador Anastasia a Brumadinho quando ouviu do prefeito do município suas preocupações a respeito do futuro da economia local.

Pacheco ainda destacou itens que foram incluídos no projeto pelo relator Antônio Anastasia como o que prevê a manutenção do recolhimento da CFEM por parte da mineradora diante de um acontecimento como a queda da barragem, mesmo que haja interrupção da atividade. Além disso, as multas administrativas serão revertidas ao município atingido.

Ao fechar seu discurso, o senador dedicou sua fala ao povo mineiro que confiou seu voto a ele para que ele contribua na busca por soluções que tragam novamente o desenvolvimento econômico ao estado.

“Eu gostaria de dedicar esse meu pronunciamento de hoje – de união no Estado de Minas Gerais, de renovação das expectativas e da esperança do nosso povo de superar a crise e de encontrar uma fórmula para o desenvolvimento econômico do Estado, sem o que não se faz desenvolvimento humano e desenvolvimento social, que dependem do desenvolvimento econômico –ao povo de Minas Gerais, em especial aos 3 milhões e 616 mil mineiros e mineiras que me deram essa cadeira no Senado Federal. É em função desse povo que eu trabalharei diuturnamente para buscar soluções do meu Estado”, finalizou.

fale conosco