Presidente Lula mentiu ao Brasil
O presidente dos Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), lamenta que o presidente Lula, ao fazer o balanço dos resultados do governo dele em 2007, nesta quinta-feira (27), em rede nacional de rádio e tevê, mais uma vez, tenha faltado com a verdade aos brasileiros. E chama a atenção para os seguintes pontos:
1) - Lastimavelmente, os brasileiros testemunharam, em 2007, pelo quinto ano consecutivo, o fracasso do governo Lula na Saúde, na Educação e na Segurança Pública. Se o presidente fosse verdadeiro, faria mea-culpa pelas falhas absurdas do seu governo na prestação dos serviços essenciais e pela ausência absoluta de medidas para conter os índices crescentes de violência e de criminalidade;
2) - Em 2007, o governo não moveu uma palha para melhorar os programas assistenciais existentes. Mais de 20% dos menores beneficiados pelo Bolsa-Família sequer freqüentam as salas de aula. Há pelo menos 3 milhões de pequenos brasileiros, em idade escolar, fora das escolas. Isto sem contar que 70% dos jovens não avançaram no nível educacional nos últimos três anos;
3) - O aumento dramático de 10% no desmatamento da Amazônia admitido pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e noticiado pelo jornal espanhol El Pais, foi excluído do pronunciamento. O presidente só disse inverdades sobre o meio ambiente. Também omitiu o apagão aéreo, a crise da energia, o racionamento de gás e a ameaça de desabastecimento que paira sobre o país porque o governo não realizou investimentos em infraestrutura;
4) - O presidente Lula mentiu ao afirmar que o fim da CPMF vai prejudicar avanços na Saúde. Ele está no governo há cinco anos e a Saúde, até aqui, enfrenta caos sem limite, além de escândalos escabrosos de corrupção. Não custa lembrar que o ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, responde a processo na Justiça por desvio de dinheiro público;
5) - O fim da CPMF não causará transtorno algum ao País porque há recursos de sobra para gerir o Estado com segurança e equilíbrio fiscal. Basta que o presidente Lula controle seus gastos. Hoje, o maior ralo do dinheiro dos impostos são os gastos públicos, que têm previsão de aumento da ordem de 13% em 2008. É fundamental que o governo corte este aumento de gastos porque o Democratas não apoiará a criação de imposto algum que implique sacrifícios ao povo brasileiro;
6) - É deprimente ouvir um presidente da República, que está há tanto tempo no poder, manifestando intenções, fazendo promessas e lançando programas, em vez de prestar contas do que faz no governo. É contudo, compreensível: este governo não tem eficiência, não tem ética e teima em negar que a gestão do Estado é administrar dificuldades, é fazer o Estado caber dentro das suas possibilidades e da capacidade de seus cidadãos de sustentá-lo.
Brasília, 27 de dezembro de 2007
Rodrigo Maia - Presidente Nacional dos Democratas