“Quem não se comunica se trumbica” — o bordão profético do Chacrinha se realiza 50 anos depois. Ao contrário do que parecia aos tolos (que desprezavam os exageros tropicalistas do Velho Guerreiro nos seus debochados programas de TV), a sentença se ajusta ao grande fenômeno do século XXI: a expansão da rede mundial da internet ameaça marginalizar quem ignorá-la como instrumento da comunicação humana.
Quem ficar de fora, se for rico, não sustentará sua fortuna. Em compensação, se for pobre e excluído — independente das circunstâncias da exclusão — encontrará na rede todas as chances para se integrar social, cultural e economicamente. E melhorar de vida.
A chamada “inclusão digital” — que começa pela aprendizagem do uso do microcomputador (até tê-lo em casa, partilhado com a família) — é considerada a maior oportunidade já ocorrida na História para reduzir a diferença de classes e de barreiras a todo tipo de informações e bens culturais.
A internet tornou-se tema político urgente, sendo importante aproveitar imediatamente sua potencialidade. E tem que ser hoje, amanhã pode ser tarde demais.
Os DEMOCRATAS exigem a integração digital de todos os brasileiros.
Internet é indispensável. Não dá para desdenhá-la pelo simples fato de que é a conexão que liga a todos, em toda parte para qualquer tipo de comunicação humana. Por isso, devem ser criadas condições para que todos brasileiros lhe tenham acesso. Já começou a corrida vertiginosa para o dia em que nada, absolutamente nada se fará por outros meios: pagamentos, movimentação de dinheiro em banco, vender e comprar, comunicação com parentes ou amigos de uma cidade para outra e dentro da própria comunidade.
Quem “ficar fora” da rede (seja por decisão pessoal ou por razões econômicas ou técnicas) isola-se do sistema de comunicações pública e privada mais utilizado no País e no mundo e que substituiu o velho telegrafo (que até já foi desativado, já não se transmite telegramas pelo código Morse em nenhum lugar do mundo) e substitui cada vez mais as cartas (o velho correio postal hoje transporta mais encomendas geradas pelo comercio eletrônico do que correspondência convencional) e supera, pela praticidade e preço, até o telefone, inclusive o celular.
Mas a Internet não é só comunicação — o meio. Também é conteúdo, informação (ficam disponíveis consultas imediatas e diretas desde vôos ou partidas de ônibus e avião até enciclopédias e bibliotecas) cultura (visita-se museus e exposições, ouve-se concertos e discos, assiste-se filmes), ciência (médicos examinam pacientes à distância e realizam experiências conjuntas estando em paises diferentes) e negócios (compra-se e vende-se tudo e de toda parte).
Considerada a maior invenção da virada do século — a criação de uma rede mundial de computadores, independente de governos ou controles — é a primeira grande revolução do século XXI, desmontando estruturas fechadas (sejam políticas, sejam econômicas, nada é invulnerável à Internet) e desmoralizando, pelo menos até agora, toda tentativa de censura e bloqueio.
A Internet em si mesma não é um problema político, mas a integração dos cidadãos na rede é um tema democrático: todos devem dispor da Internet e receber apoio para a aquisição de equipamentos (cada vez mais surpreendentemente evoluídos, de forma a que se tornam obsoletos em meses, e cada vez mais também surpreendentemente acessíveis em termos financeiros) como para o treinamento necessário ao pleno aproveitamento das suas potencialidades.
O que propõem o DEMOCRATAS:
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A informática é o novo marco do desenvolvimento humano, paradigma da globalização e deve ser acompanhada, dia a dia, com conhecimento, ações e investimentos. (O Brasil deve ter uma política nacional de informática, ativa e dinâmica).
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A democracia e a soberania nacional, os direitos dos cidadãos e o desenvolvimento econômico e social, a própria sobrevivência da sociedade dependem de uma política digital conseqüente e atualizada. |
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Nenhum programa de desenvolvimento pode esquecer a informatização e seu domínio equivale ao que representava a alfabetização e a educação básica no século XX: quem não for capaz de operar computadores e dominar sua linguagem não tem oportunidade de trabalho e marginaliza-se econômica e socialmente. |
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A atividade política está irreversivelmente comprometida com o uso da informática e sua evolução, seja para campanhas eleitorais, seja para o exercício do poder, seja para o proselitismo ideológico. |
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A aquisição e disponibilidade pessoal de microcomputadores — a nova extensão dos sentidos do homem — deve ser assegurada a todos como equipamento essencial do cidadão, (O computador é um bem indispensável para a vida em sociedade. Financiamento de computadores, ligação com a internet e treinamento do seu uso deve ser preocupação prioritária do Estado democrático). |
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| 6. |
O treinamento das crianças, desde a pré-escola, sobre o uso, vantagens e riscos da internet é uma questão de segurança. (Como o ensinamento para jamais fornecer dados pessoais e fotos a desconhecidos através da internet). |