Mercado de finanças verde vai ajudar agronegócio, diz Tereza Cristina

23 de Junho de 2020

Ministra afirmou que o destravamento do mercado de finanças verdes vai ajudar o país a manter a vegetação nativa preservada “sem derrubar uma árvore sequer”.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou hoje que o destravamento do mercado de finanças verdes para a agropecuária brasileira vai ajudar o país a manter a vegetação nativa preservada “sem derrubar uma árvore sequer”. Ela participou do lançamento do Plano de Investimento para a Agricultura Sustentável, desenvolvido pelo governo brasileiro em parceria com a Climate Bonds Initiative (CBI), principal certificadora dessa área no mundo. O objetivo é desenvolver a emissão de títulos atrelados a conservação e adoção de boas prática ambientais no país.

O potencial de investimentos para agricultura sustentável no Brasil até 2030 é de US$ 692 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura. Ainda tímido, o mercado movimentou US$ 5,81 bilhões desde 2015 no país.

A MP do Agro, transformada na Lei 13.986, deve ser um item determinante para desburocratizar e alavancar a emissão desses títulos, explicou a ministra.

“A intensificação de produção de comida no Brasil é uma forma de otimizar o uso global de recursos naturais, sem derrubar uma árvore sequer”, afirmou durante transmissão ao vivo nesta terça-feira. “Esse movimento vai permitir manter intacta a vegetação nativa, algo nem de perto praticado por muita gente no mundo. As finanças verdes são forte indutor de conservação”, pontuou.

Tereza Cristina destacou os números da preservação ambiental pelos produtores brasileiros, como a ocupação de 8% do território com lavouras e a intensificação da pecuária, com diminuição da área destinada às pastagens. Ela também mencionou as tecnologias de conservação do solo e o programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), desenvolvidos pela Embrapa. “Temos que sair para a realidade. Soube de um grupo de pecuária de corte que fez uma grande emissão de títulos verdes. Queremos que isso seja massificado, pelo tamanho do agro brasileiro. O pontapé foi dado com a MP do Agro e o setor tem todo interesse de atrair esse capital e mostrar imagem da agricultura brasileira lá fora”, disse a ministra.

*Com informações do Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

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