“Pandemia pode abrir fronteiras ao agro brasileiro”, afirma Tereza Cristina

29 de Julho de 2020

Ela ressalta que o Brasil está se preparando, com a realização de estudos, inclusive com a participação de adidos agrícolas, espalhados por 23 países em todos os continentes do mundo.

“Um dos principais desafios atualmente, em nossa avaliação, é ampliar nossa já significativa presença no exterior, contribuindo para a segurança alimentar de mais de um bilhão de pessoas todos os dias”, declarou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Tereza Cristina, ao Jornal da Manhã, em homenagem ao Dia do Agricultor, 28 de julho.

De acordo com ela, cenário atual é complexo e pode ainda levar tempo até se compreender, em sua plenitude, os impactos definitivos da pandemia. A ministra informa que o Brasil está se preparando, com a realização de estudos, inclusive com a participação de adidos agrícolas, espalhados por 23 países em todos os continentes do mundo.

“O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais de produtos agrícolas. Tem potencial para ampliar sua inserção no mercado agrícola internacional por meio do aumento da produção, da produtividade e da competitividade do agronegócio, conjugado à abertura de novos mercados”, diz Tereza. Ela lembra que a ampliação do mercado internacional tem sodo sido feita não apenas para os produtos tradicionais, como soja, proteínas animais, café, algodão, cana de açúcar, mas para novos segmentos e, ainda, para novos destinos.

A abertura de mercados conquistados, nos últimos 18 meses, de acordo com ela, é fruto de muito trabalho. “A pandemia da Covid-19, de certo modo, contribuiu para acelerar esses processos, usualmente bastante demorados”, analisa, ao acrescentar o desejo de consolidar essas posições no pós-pandemia. “Observamos, com certa preocupação, a possibilidade de recrudescimento do protecionismo agrícola após a Covid-19. Esse não é um caminho que levará, a nosso ver, a maior resiliência das cadeias agroalimentares globais.”

Diversos países importadores, preocupados com a manutenção de seu abastecimento, redobraram esforços para viabilizar as aberturas para produtos com os quais o Brasil pode contribuir. Em alguns casos, barreiras ao comércio foram levantadas. A preocupação da titular da Agricultura é que essa salutar liberalização não seja algo temporário, emergencial, apenas durante a crise de saúde pública. “Nossa agricultura vem continuamente dando demonstrações de seu vigor e capacidade de superar desafios, graças ao empenho e dedicação dos agricultores, que buscam na tecnologia e na inovação o apoio vital para fortalecer a presença do país entre os maiores produtores e exportadores mundiais de alimentos”, conclui.

 

*Com informações do Jornal da Manhã

fale conosco