Rodrigo Maia quer concluir votação da reforma da Previdência nesta quarta

07 de Agosto de 2019

Deputados aprovaram ontem, 6, o texto base em segundo turno; faltam os destaques.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, espera concluir a votação da reforma da Previdência (PEC 6/19) ainda hoje. Maia afirmou que a votação está bem organizada e destacou que o placar de 370 votos favoráveis ao texto principal mostra o apoio parlamentar à proposta.

Ele reafirmou que a portaria publicada pelo governo ontem garante que não haverá nenhuma perda para os pensionistas e, por essa razão, não acredita que os destaques que alteram a proposta do governo sobre pensão sejam aprovados.

“Está bem organizado, o resultado de ontem mostrou quase a mesma votação, tínhamos alguns deputados fora de Brasília e acredito que temos uma base de 375 deputados para manter o texto principal da PEC. Eu acho que termina hoje”, destacou.

GT Anticrime
Mais cedo, Rodrigo Maia participou de café da manhã no Palácio da Alvorada com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sobre o projeto anticrime que tramita na Câmara.

No início do ano, Maia criou um grupo de trabalho para debater a proposta encaminhada pelo Executivo e o anteprojeto coordenado por Moraes no ano passado.

De acordo com o presidente da Câmara, as propostas de combate ao crime organizado devem avançar após a aprovação da reforma da previdência.

“Achei que valia a pena que o ministro [Alexandre de Moraes] falasse para o presidente [Bolsonaro] sobre o que significou o trabalho da comissão e o que tem dentro das propostas que foram apresentadas na Câmara”, disse Rodrigo Maia.

Reforma Tributária
Maia disse ainda que espera o apoio do empresariado brasileiro à proposta de reforma tributária (PEC 45/19). Segundo ele, alguns grupos empresariais podem ter que pagar uma alíquota maior do que pagam atualmente, mas que um sistema tributário melhor vai gerar crescimento econômico que vai organizar a recomposição no pagamento das alíquotas dos impostos.

“A gente precisa fazer um sistema mais simplificado, harmônico, que não gere conflitos na federação. O sistema está distorcido e para você equilibrar, alguns que pagavam muito, vão pagar menos e os que pagavam pouco, vão pagar mais”, afirmou o presidente da Câmara.

 

*Com informações da Agência Câmara

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